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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Terremoto

Texto e foto por: Tatiane Lucindo
Às vezes é preciso respirar fundo - fingir que nada aconteceu. Tentar ignorar aquela dor que parece quebrar o coração ao meio, fechar os olhos e se imaginar em um lugar distante e calmo. Transformar a dor em apenas um momento e guardá-la em uma caixa. Não é fácil, eu sei bem disso. Na maioria das vezes preciso aprender a deixar pra lá e não consigo. Eu sou do tipo que se importa com detalhes e é bem aí que eu me ferro.

Segura as lágrimas e conta até mil e duzentos. Não chora! Do que vai adiantar chorar, afinal? Você só vai se entregar a essa dor. Vai ser pior, eu juro. Uma coisa que eu tento aprender é que muitas vezes as pessoas vão nos machucar - sem querer ou de propósito. E a gente tem que se acostumar, porque vai ter sempre alguém pra jogar pedras no caminho ou pra derrubá-las por acidente. E sempre vamos ter motivos pra jogar tudo pro ar e afundar o rosto no travesseiro pra chorar até os olhos incharem. Mas não precisamos fazer isso. Chorar não é a unica saída, apesar de ser isso que faço quase sempre. Ainda estou em fase de aprendizado, portanto sei como é uma droga querer chorar por tudo sempre que algo me magoa.

Eu sou sentimental - ao extremo e por completo. Se você me magoar com uma palavra eu vou querer chorar. Se me magoar com uma atitude, talvez eu nunca esqueça. Não guardo rancor, pelo contrário: eu perdoo tudo. Mas perdoar não é esquecer, muito menos curar. Perdoar é não culpar mais.

Não é fácil tentar se mudar. Não é fácil mesmo! Mas não é impossível, eu acho. Todo mundo tem defeitos e eu acredito que alguns nos tornem únicos e moldem o que somos como gente - mas tem outros que incomodam tanto que temos que tentar mudá-los. Pra falar a verdade, nos transformamos o tempo todo: mudar é aprender. A gente aprende e aquele conhecimento novo vai moldando uma nova mente e isso nos faz evoluir como pessoa. E aí aquele defeito pode acabar sumindo uma hora. Mas outros ficam, porque fazem parte da gente.


Sei lá o que eu quis dizer com isso tudo. Talvez seja só mais uma confusão da minha mente, só mais um terremoto de emoções que transbordam por palavras - se não, virariam lágrimas.